Mas o importante é que finalmente conhecemos o campeão, o NOVO campeão mundial.
Uma nova seleção entrou para a restrita lista dos que já tiveram a imensurável honra de erguer a taça.
E essa seleção é a Espanha, apelidada alguma vez de "Fúria". Taxação essa que não se justificou ao longo do mundial, talvez pela maneira como a equipe pratica seu futebol, sempre paciente, calculista e extremamente precisa, não demonstrou nenhuma vez essa tendência "furiosa" que o apelido sugere. Mas a final tenha talvez, mostrado que é sim uma seleção com essa característica. Uma seleção, que apesar de viver de placares econômicos, e futebol pragmático, se agiganta perante todos os adversários, impõe seu jogo independente do esquema e dos jogadores da outra equipe. E no final sempre passa por cima.
Um grupo que conquistou a Europa em 2008, e que enfim conquistou o Mundo.
Um país que nos presenteou historicamente com grandes jogadores, e que nessa geração, reuniu um grupo de talento inquestionável, e que exibiu ao planeta, um futebol no mínimo "diferente" em meio a um esporte tão estereotipado.
O futebol mudou, todos sabem, mas a Espanha ergueu um alerta, no sentido de que ele ainda pode se reinventar.
Todos os méritos para essa seleção.
Mas vale a pena ressaltar que não é uma equipe espetacular, não é uma seleção que entra pra história por nada além de conquistar o título. Não tem mais méritos que qualquer outro campeão do mundo. Mas uma seleção que em uma Copa que bem simbolizou o futebol moderno, teve sucesso jogando um futebol que ainda prime por valores tão primordiais.
E quanto á Holanda, só restam as lástimas.
Uma seleção que marcou o futebol de várias formas, um país onde nasceram inúmeros grandes craques que estão imortalizados na história do futebol, mas que segue, por pelo menos mais quatro anos, sem uma Copa do Mundo para presentear tantos feitos para o esporte.